[sexta-feira, 20 de julho de 2007]
Calçada das sombrasPoison Candy caminha na calçada das sombras buscando algum lugar pra ir.Sozinha e sem abrigo,caminha em direção ao cais da vila,passo pós passo,vagarosamente.
Contenta-se só com sua presença,não quer nada mais,não quer ninguém mais.
Tuas dores físicas ninguém sente,tuas dores emocionais ninguém sente,tuas preocupações ninguém sabe.Poison Candy não sabe mais o que a vida lhe reservará,é só uma andarilha na calçada das sombras em direção ao cais enquanto chora por dentro.
Não podem levá-la para casa,não podem lhe dar abrigo,neste mundo ela não tem mais lugar.
Então,Poison Candy finalmente chega ao cais onde a névoa encobre absolutamente tudo,até onde sua visão alcançar.Observa uma barcaça amarrada ali,com o pseudônimo gravado:"Navegante da tranqüilidade".Parecia estar abandonada,e sim,estava.
Como não havia lugar para ir,onde secar seu coração sangrando e suas lágrimas que agora caíam levemente pela face mórbida,Poison Candy embarca.Empurra o barco pelos mares,sem rumo,tentando se encontrar.Onde Poison Candy chegará?
By belinha rock 05:43
Mar do desespero Navegante da tranqüilidade ,nada esperava daquele mar naquele mês de janeiro.Velejava feliz em sua barcaça,não mudava rumo,só deixara o vento o levar,nada o esperava. Porém o feliz mês de janeiro estivera a passar,e juntamente com ele,o mar da tranqüilidade.O navegante fechou seus olhos e adormeceu em sua barcaça.Velejara sem direção,adormecido durante meses sem com nada importar-se. Ao despertar encontrara-se no àrtico mar do desespero.Não sabias por onde ires,por onde seguires. Aguardara o vento levá-lo,mas no ártico não ventara.Aguardara o mar levá-lo,mas o mar congelara.Só havera neve e mais neve,gelo e mais gelo e o pior de tudo:não havera ninguém para resgatá-lo. No infinitamente vazio adormecera novamente de tão cansado estavas de tanto pensar.Despertara então durante a fria noite que duraria sete dias.O navegante não aguentaria e então sucumbiria. Viajara em seus pensamentos mas nada fizera.Pois netão no sexto dia de frio e escuridão,decidira quebrar o gelo com uma pequena marreta que levara em sua barcaça,e,conseguiu.Quebrara o gelo e empurrara sua barcaça para o mar,com seus braços endurecidos e sua víceras congeladas. Empurrara a barcaça para o mar do desespero e pulara dentro da mesma.E assim fechara os olhos e adormecera pela última vez.
By belinha rock 05:42
Arquivos
julho 2007
setembro 2007
junho 2008
fevereiro 2009